Lauryn Hill posta homenagem a John Forté, grande colaborador do Fugees que morreu aos 50 anos

Lauryn Hill prestou uma homenagem a John Forté, grande colaborador do The Fugees que morreu na última segunda-feira (12). O produtor musical faleceu em sua casa, em Massachusetts, Estados Unidos, aos 50 anos. Ainda não há mais informações sobre a causa do óbito.

Pelas redes sociais, a rapper escreveu um longo texto sobre o colega. “Eu não me lembro do momento exato em que conheci John Forte — ou Forte, como nós costumávamos chamá-lo —, mas sei que nos tornamos grandes amigos muito rapidamente depois disso.”, iniciou.

Ela seguiu, relembrando outras interações iniciais com John, incluindo o encontro com a mãe dele e os passeios para ouvir hip hop. Hill também rasgou elogios ao saudoso profissional, o descrvendo como “um cavalheiro e intelectual, com uma escrita forte, uma alma profunda e um coração gentil.”

Abaixo, leia na íntegra o texto escrito pela artista.

Lauryn Hill posta homenagem a John Forté

Eu não me lembro do momento exato em que conheci John Forte — ou Forte, como nós costumávamos chamá-lo —, mas sei que nos tornamos grandes amigos muito rapidamente depois disso. Eu o amava, minha família o amava… Lembro de conhecer a mãe dele pela primeira vez, com aquela voz doce, e de caminhar com ele pelas ruas de Nova York em um estado de completo encantamento juvenil. A nossa geração do hip hop era jovem e estava em plena ascensão de sua trajetória épica. Nós dois estávamos lá… participando e absorvendo tudo, cheios de empolgação e possibilidades.

Forte era um cavalheiro e um intelectual, com uma escrita forte, uma alma profunda e um coração gentil. Parte Brownsville, parte escola preparatória, ele tinha acesso a uma forma de se expressar com um vocabulário e uma fluência muito únicos para a época. John tinha uma alma delicada por trás de todos os seus cantos de Brownsville; eu queria que tivéssemos tido a oportunidade de abraçar isso ainda mais naquela época.

Eu apresentei Forte ao Wyclef e ao Pras e, pouco depois, ele se tornou parte do grupo (Refugee Camp, para ser exato) e da música que os Fugees estavam criando. Contribuindo com versos, batidas e aquele sorriso lindo. Eu me lembro daquele verão como se fosse um filme. Eu, Forte, Chuck e Edwin estávamos em todo lugar em Nova York, apaixonados pelo hip hop, por para onde ele estava indo e por onde ele poderia ir. Nós éramos inseparáveis naquele verão, conhecedores de música e moda, sempre na rua — buscando as melhores formas de comunicar as nossas consciências particulares dentro daquele cenário musical. As nossas aventuras parecem, para mim, uma versão dos anos 90 de Cooley High.

Eu não via John havia anos antes da última turnê Mised-Fugees, mas ele subiu ao palco como se nenhum tempo tivesse passado. Nós nos falamos há apenas algumas semanas. Essa perda é inesperada e surreal, e meu coração dói… pela família dele, pela esposa, pelos filhos, pelos amigos e por todos nós que tivemos a bênção de conhecê-lo. Eu te amo, John. Descanse em paz, rei gentil.

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