O tempo passou e a artista-mirim Hilary Duff agora reflete sobre todas as mudanças que ganhou ao longo dos anos. Seu novo álbum “Luck…Or Something“, o primeiro em mais de uma década, trata sobre a crise dos 30 e, consequentemente, o retrospecto à relacionamentos amorosos e familiares.
Muita coisa aconteceu desde 2015, quando ela disponibilizou “Breathe In. Breathe Out.”: oficializou o divórcio com o ex-jogador de hóquei Mike Comrie em 2016; casou-se novamente em 2019 com Matthew Koma; teve três filhos entre 2018, 2021 e 2024; e, no ano passado, assinou contrato com a Atlantic Records.
Agora, no auge de seus 38 anos – ela fará 39 no fim de setembro -, a cantora se mostra uma pessoa introspectiva, revisitando problemas do passado para tentar entender seu próprio futuro.
O que Hilary Duff fala no novo álbum “Luck…Or Something”?
As duas primeiras faixas que abrem a coletânea soam como um pop flutuante sobre um relacionamento que não segue a idealização, com ausência de comunicação resolutiva e demonstrações de carinho físico. Tudo também já é honesto, com Duff mostrando vulnerabilidade ao se comparar com outras mulheres e questionar a própria suficiência.
Essa insegurança parece ainda pertercer na artista, quando ela fala abertamente sobre o medo de ser traida numa festa de fim de ano em “Holiday Party“. Em entrevista à Rolling Stone, a popstar afirmou que trata-se de seu atual casamento com Matt. “Sempre acho que ele vai me trocar por alguma compositora indie descolada com quem ele trabalha”, desabafou.
Mas, boa parte de “Luck…Or Something” gira em torno da ansiedade de Hilary Duff com o tempo. “Não estou morrendo, mas eu estou morrendo”, narra em “Future Tripping“, enquanto reflete em “Tell Me That Won’t Happen“: “Estou preocupada que eu já tenha sentido tudo o que vou sentir, que eu não vou sentir de novo”.
E essa sensação de achar que a vida anda depressa demais faz com que a autora queira resolver conflitos familiares deixados de lado por anos. O disco mostra um lado ainda mais introspectivo da artista ao som de “The Optimism“, onde discorre sobre a falta de amor do pai, e “We Don’t Talk“, um desabafo sobre querer o contato com a irmã.
Este não é um álbum tão honesto como o recente “West End Girl”, de Lily Allen, mas cumpre o seu objetivo. “Era realmente importante para mim fazer um álbum que não fosse sobre ‘Sou uma mãe, pego meus filhos na escola, levo o almoço todos os dias e isso é muito duro’. Não estava nem um pouco interessada em falar sobre isso. O que me interessava discutir era a mudança de como isso faz eu me sentir como pessoa”, explicou à revista.
Ouça “Luck…Or Something”, de Hilary Duff:


