Para além dos shows: o que esperar do The Town?

Não é segredo que o The Town, festival idealizado pelos mesmos criadores do Rock in Rio, contará com grandes shows em seu line-up. Entre os headliners, estão nomes como Bruno Mars, Maroon 5 e Foo Fighters. Mas, além das apresentações comandadas por icônicos artistas, o evento proporcionará outras variadas experiências.

É o que explicou Roberta Medina, vice-presidente da Rock World, em coletiva de imprensa – com a presença do idealizador Roberto Medina e do prefeito Ricardo Nunes –  realizada nesta quarta-feira (30), no próprio Autódromo de Interlagos. Segundo a empresária, a ideia do The Town – cujo impacto chegará a R$ 1,7 bilhão – é, sobretudo, homenagear a história da cidade de São Paulo e deixar um legado para o local.

Levando a sério a meta de consagrar-se como o “maior evento de cultura e arte de São Paulo”, o The Town “colocou arte em tudo”, envolvendo, nas palavras de Medina, 41 artistas plásticos durante a execução.

Por isso, o palco The One, por exemplo, é baseado nos museus e galerias da capital paulista, enquanto a Factory contém arte urbana e, a área do Club, grafite. Há ainda, do lado do palco São Paulo Square, “réplicas” de pontos turísticos, como a Pinacoteca e o Theatro Municipal. Especialmente no sábádo (2), o palco New Order receberá uma apresentação dos grafiteiros Os Gêmeos.

Vale destacar que reformas foram feitas no Autódromo de Interlagos visando o maior conforto do público – composto por 60% de moradores fora da região da capital. Os tradicionais “morrinhos” continuam, mas certas áreas do terreno passaram por nivelamento e ganharam grama sintética, facilitando a circulação. Agora, há banheiros instalados em redes, com equipes controlando as filas e sensores de presença que monitoram a ocupação das cabines.

A acessibilidade é também uma preocupação do festival, que garantiu intérpretes, plataformas (com manutenção) e condições especiais de deslocamento para deficientes. Outro foco é o meio-ambiente, com copos reutilizáveis, atenção ao abastecimento de energia e encaminhamento de 80% dos resíduos à reciclagem, “para ter o menor impacto ambiental possível e maior impacto econômico e social para a cidade”, conforme a vice-presidente.

Juntamente do Instituto Heineken, o The Town liderou ainda um projeto de capacitação criatiava audiovisual, com o intuito de qualificar 60 jovens moradores de favelas. Já em parceria com a CUFA, ajudou na revitalização do espaço da favela do Haiti.

Ao longo da conversa, Roberta deixou importantes avisos. Para quem vai ao evento, o ideal é chegar cedo, para aproveitar ao máximo, e ir de transporte público – já que as linhas de trem e metrô funcionarão 24h e os bloqueios das vias acontecerão de maneira alargada – ou optar pelo The Town Express, que atende pontos estratégicos, como Terminal Barra Funda, Parque Dom Pedro II e Aeroporto de Congonhas (mais informações aqui).

Priorizar o uso de cartão de crédito ou débito e baixar antecipadamente o ingresso e o aplicativo oficial é fundamental. No APP, será possível verificar o mapa da Cidade da Música em realidade aumentada e realizar o agendamento para os brinquedos. Já dá até para comprar chopp na plataforma!

Algumas das recomendações repassadas:

– Protetor solar
– Calçados confortáveis
– Roupa fresca para o dia, casaco quente para a noite
– Em caso de medicação controlada, trazer seus remédios com você
– Alimentar-se ao longo do dia
– Hidratar-se frequentemente (terão pontos de água!)
– Olhar lista de objetos proibidos (disponível aqui)

Após a conclusão do bate-papo, ocorrido na Área VIP – com serviço de buffet, uma visão quase 360 da Cidade da Música e exposição de Gabriel Wickbold, – os presentes conferiram em primeira mão a Cidade da Música. Brinquedos como a roda-gigante (que dá uma bela visão do palco The One) e certos restaurantes/estandes estavam abertos. Spoleto, Dominos, Mc Donalds, Açougue Vegano e Gendai foram algumas das opções encontradas de comidas.

Entre as ativações de marcas, a da Volkswagen fez sucesso neste “evento teste” por proporcionar uma éspecie de “karaokê”. Músicas de Harry Styles, The Weeknd e Dua Lipa, por exemplo, poderiam ser cantadas por quem quisesse. Dá para soltar a voz à vontade no espaço!

A Market Square, com resturantes focados em diferentes lugares de São Paulo (Liberdade, Vila Madalena, Bixiga, Mooca, Lapa, Pinheiros, Centro), e a Rota 85 –  relembrando a primeira edição histórica do Rock in Rio em 1985, com direito a um tênis gigante para fotos e a capela “Love Of My Life” para celebrar o amor – , destacaram-se. Postos médicos, lojas de produtos oficiais e drones puderam ser vistos por toda a extensão do Autódromo – remetendo à disposição do Rock in Rio.

O público conseguiu conferir hoje uma prévia do original “The Town, o Musical”, criado por Roberto Medina e dirigido por Zé Ricardo. Com letras focadas nas particularidades da capital paulista (desde o apelido de “terra da garoa” até a típica agitação), o espetáculo traz a trajetória de um músico do interior e é ambientado em uma estação de trem – a “estação The Town”. A sonoridade das faixas e as coreografias abrangem diferentes gêneros musicais, indo do rap ao clássico.

Rolou ainda a primeira queima de fogos e a passagem de som de algumas das atrações. Luciana Mello agitou o São Paulo Square, entoando “Samba do Avião”, de Tom Jobim, acompanhada de uma orquestra, a São Paulo Big Band. “Tô passando som aqui. Você que manda maestro, eu só obedeço”, brincou a cantora, pedindo “mais bateria”.

Lembrando que o The Town acontece das 14h até às 2h, em 2, 3, 7, 9 e 10 de setembro. Apesar dos shows iniciarem às 15h, os serviços de bar/comida e brinquedos operam já na abertura. Ainda há ingressos especificamente para os dias 2 e 7 no site da Ticketmaster.

“São 160 shows ao longo dos cinco dias. Cada dia de evento vai ter um público de um jeitinho, uns mais roqueiros, outros mais pop, outros mais jovens, outros um pouquinho mais velhos”, destacou Roberta.

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