A banda The Cure ganhou os dois primeiros Grammys da carreira na noite de domingo (1º), quando aconteceu a edição deste ano da premiação musical.
Os roqueiros britânicos levaram a melhor nas categorias de “Melhor Álbum Alternativo” e “Melhor Performance de Música Alternativa” por “Songs Of A Lost World”, lançado em novembro de 2024. Na disputava, apareciam outros grandes nomes, como Bon Iver, Turnstile, Wet Leg, Tyler, The Creator e Hayley Williams.
Mas, não é como se o grupo liderado por Robert Smith nunca tivesse sido indicado no evento. Na verdade, o The Cure já somava duas indicações ao Grammy, registradas em 1993 (“Melhor Álbum Alternativo” por “Wish“) e 2001 (“Melhor Álbum Alternativo” por ‘Bloodflowers“).
Pelas redes sociais, o vocalista Smith publicou uma mensagem de agradecimento aos integrantes da banda, à Academia de Gravação e, claro, aos fãs. Abaixo, confira na íntegra o texto:
“Simon, Jason, Roger, Reeves e eu gostaríamos de agradecer ao Grammy por este prêmio maravilhoso; estamos muito honrados em recebê-lo. Também gostaríamos de agradece:
a todos que ajudaram na criação do nosso álbum Songs of a Lost World, em especial ao coprodutor Paul Corkett;
a todos da Universal Music Group que trabalharam tão duro para fazer com que nosso Lost World fosse encontrado;
a todos da nossa incansável equipe do The Cure, incluindo todos da Primary e da CAA;
e, mais importante, a todos os fãs do The Cure ao redor do mundo que foram aos nossos shows de Lost World e curtiram nossa música de Lost World. Sem vocês, nada disso seria possível.
Obrigado.”
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Hit do The Cure bate 1 bilhão de reproduções
Pela primeira vez, uma canção do The Cure bateu 1 bilhão de reproduções no Spotify. Como divulgado em 22 de janeiro de 2026, “Boys Don’t Cry”, faixa-título do álbum de mesmo nome, conseguiu o feito na plataforma e, agora, faz oficialmente parte do chamado “One Billion Club”.
A canção saiu originalmente em 1979 e, até hoje, permanece como um clássico. Durante entrevista à Rolling Stone em 2019, o frontman Robert Smith refletiu a respeito da importância da faixa:
“Eu estava cantando isso em Glastonbury alguns dias atrás e percebi que a música tem uma ressonância muito contemporânea […]. Quando eu estava crescendo, existia uma pressão dos colegas para você se encaixar e agir de um certo jeito. E, como um garoto inglês naquela época, você era incentivado a não demonstrar emoção de jeito nenhum. Só que eu não conseguia deixar de mostrar minhas emoções quando era mais novo. Então eu meio que fiz disso um grande assunto. Eu pensei: ‘Bom, faz parte da minha natureza reagir contra quando me dizem para não fazer alguma coisa’.”


