Bad Bunny emociona fãs em estreia histórica no Brasil com show vibrante no Allianz Parque

Entre hits, surpresas e momentos de conexão com o público, porto-riquenho transforma a noite em celebração inesquecível

Por Victoria Neves

Nesta sexta-feira (20), o Allianz Parque recebeu a primeira apresentação do cantor porto-riquenho Bad Bunny no Brasil. O estádio já estava em clima de festa antes mesmo da abertura dos portões. Nas filas para entrar no show, fãs capricharam no visual, usando chapéus de palha característicos do cantor e roupas temáticas que antecipavam a atmosfera de celebração que tomaria conta da noite.

Uma vez dentro do estádio, a programação começou pontualmente no horário marcado, com a banda Chuwi, responsável pelo show de abertura. Quando o relógio marcou 20h30, o clima mudou: a expectativa pela chegada do porto-riquenho Bad Bunny tomou conta do ambiente.

O espetáculo começou com um vídeo especial exibido no telão. Nele, dois brasileiros conversam em português sobre o artista e pronunciam as “palavras mágicas” para trazê-lo ao país — o trecho citado por Benito no início de uma de suas músicas mais pessoais, “LA MuDANZA”, na qual narra a história de como seus pais se conheceram. Assim que as palavras são ditas, as luzes se acendem e revelam Bad Bunny já posicionado no centro do palco.

Após alguns segundos em silêncio, observando o estádio lotado com emoção e gratidão, o cantor deu início ao seu primeiro show no Brasil. A música de abertura foi justamente “LA MuDANZA”, cantada e dançada pelo público com energia contagiante — energia que só cresceu ao longo da apresentação, especialmente quando o artista passou pelos sucessos de seu álbum mais recente, “DeBÍ TiRAR MáS FOToS”, que foi o mais ouvido do mundo em 2025.

Sem pressa para fazer o show passar rápido, Bad Bunny fez várias pausas para admirar o público e agradecer aos fãs. Sua banda, vestida com chapéus de palha e trajes típicos de Porto Rico, contribuiu para a atmosfera festiva com performances cheias de alegria. Em um dos momentos mais carismáticos, um dos músicos tocou “Garota de Ipanema” em um violão de doze cordas, arrancando aplausos e fortalecendo a conexão com a plateia brasileira.

Durante “WELTiTA”, a banda Chuwi retornou ao palco para uma participação breve, mas envolvente. Logo depois, o clima ficou mais comovente com “TURiSTA”, faixa escolhida pelos fãs para colocar em prática uma surpresa preparada para Benito. O público distribuiu papéis de celofane que, posicionados sobre as lanternas dos celulares, iluminaram o estádio nas cores da bandeira do Brasil. O momento transformou a arena em um espetáculo visual emocionante, deixando o cantor visivelmente tocado. Em resposta, ele arriscou em português: “Estou muito feliz que realizei o sonho de vir ao Brasil. Obrigado por isso.”

Após uma sequência intensa de músicas animadas, banda vibrante e forte carga emocional, Bad Bunny encerrou a primeira parte do show para dar início a um dos pontos mais aguardados da noite: o momento da Casita.

Enquanto essa parte do show era preparada, o público acompanhou no telão uma aparição do Sapo Concho, personagem usado pelo artista como símbolo da cultura e biodiversidade de Porto Rico, sua terra natal. Em seguida, Bad Bunny surgiu na Casita — estrutura montada do outro lado do estádio, próxima à pista comum, que simula uma casa porto-riquenha completa, com direito a móveis e decoração. Presente em shows ao redor do mundo, a Casita é um dos momentos mais esperados da apresentação.

Nesse espaço, o cantor, que estava vestido uma camiseta do Brasil, transforma o palco em uma verdadeira festa caseira, reunindo convidados especiais — que podem ser personalidades influentes ou fãs selecionados pela equipe durante o próprio show. Ali, ele apresenta seus hits mais animados, com muita dança e clima descontraído. Em determinado momento, chamou um jovem da pista comum para subir ao palco, cantar um trecho de “VOY A LLeVARTE PA PR” e participar da festa de perto. A tradição não decepcionou: o fã cantou em alto e bom som a frase “Acho, PR es otra cosa”, marcando o momento com entusiasmo.

Ainda na Casita, Bad Bunny surpreendeu o público brasileiro ao cantar “VETE”, música que não estava na setlist original. A despedida desse palco alternativo veio com uma homenagem direta ao Brasil: enquanto o cantor retornava ao palco principal, a banda fez uma apresentação contagiante de “Mas que Nada”, clássico de Sérgio Mendes.

De volta ao palco principal, um vídeo mostrou Jacobo Morales, ator recorrente nas produções do artista, em uma reflexão emocionante, enquanto aparecia, por meio de edição, em diferentes pontos turísticos do Brasil. O clima sensível continuou quando Bad Bunny surgiu cantando “Ojitos Lindos”, criando uma conexão intensa com o público ao trocar olhares diretos com os fãs.

A energia voltou a subir com “KLOuFRENS” e permaneceu no topo nas músicas seguintes. Já na reta final, o cantor fez um discurso agradecendo ao público brasileiro e afirmando que aquela seria apenas a primeira de muitas visitas ao país. Para coroar o momento, apresentou o sucesso “DtMF”, levando a plateia a mais um pico de comoção coletiva.

O encerramento oficial veio com o hit “EoO”, que transformou o Allianz Parque em uma grande celebração final. Entre danças, gritos e um coro massivo vindo das arquibancadas e da pista, Bad Bunny se despediu deixando claro que sua estreia no Brasil não foi apenas um show, mas um encontro marcante entre artista e público.

 

Abertura / Palco principal (primeira parte)

  • LA MuDANZA
  • Callaíta (versão salsa)
  • PIToRRO DE COCO
  • WELTiTA (com Chuwi)
  • TURiSTA
  • BAILE INoLVIDABLE
  • NUEVAYoL
  • Concho en SãO PaULO (interlude)

Momento “La Casita”

  • VeLDÁ
  • Tití me preguntó
  • Neverita
  • Si veo a tu mamá
  • VOY A LLeVARTE PA PR (com participação de fã)
  • Me porto bonito
  • No me conoce (remix / cover de Jhayco)
  • Bichiyal
  • Yo perreo sola
  • Efecto
  • Safaera
  • Diles
  • MONACO
  • Vete (música surpresa)
  • CAFé CON RON (com Los Pleneros de la Cresta)
  • Mas que nada (performance da banda — clássico de Jorge Ben Jor)

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