O Bring Me The Horizon realizou o maior show de sua carreira no Allianz Parque, em São Paulo, no dia 30 de novembro de 2024. Diante da magnitude, o espetáculo que reuniu 50 mil fãs ganhou um registro ao vivo chamado “L.I.V.E. in São Paulo (Live Immersive Virtual Experiment)“, que estreará nos cinemas mundiais no próximo dia 25 de março.
A Alpha FM já pôde conferir o longa-metragem na pré-estreia realizada na última quarta-feira (18), no UCI Jardim Sul, na capital paulista, e te conta o que esperar. Veja abaixo:
Experiência imersiva
A gravação do show foge do formato convencional. Embora reúna imagens captadas pelas tradicionais câmeras profissionais e drones, o longa surpreende ao incorporar vídeos feitos por fãs, registrados de diferentes pontos do estádio, ampliando a perspectiva de quem assiste. Não só, como também aposta em ângulos não óbvios do palco e destaca com frequência a reação dos admiradores, desde as lágrimas à euforia e surpresa, o que engradece o espetáculo.
Ainda, em certas cenas, a experiência torna-se mais imersiva, colocando o público praticamente dentro dos mosh-pits, dos pedidos de casamento em “Follow You” e no meio da multidão, graças às filmagens feitas diretamente da plateia. Isso incentivou os admiradores na sala de cinema a cantar, bater palmas, levantar as mãos e, em “Throne”, deixar os seus lugares para unirem-se na frente da tela – até mesmo Ian Sykes, pai do vocalista Oliver Sykes, estava presente e participou do momento.
Vale destacar que um aviso com QR Code exibido nos telões antes do início da apresentação no Allianz Parque convidou os fãs a enviarem seus próprios registros. Por isso, foi possível viabilizar a ideia.
Narrativa conceitual
Quando veio ao Brasil, o BMTH divulgava o disco “Post Human: Nex Gen” (2024). Basicamente, o título vem de uma expressão usada pela banda para designar os seguidores de Genxsis, um culto/igreja fictícios. No local, os “fiéis” passam por uma lavagem cerebral e são manipulados por meio do programa científico Utopia, onde “tudo é perfeito”. E.V.E, parte da Genxsis, atua como uma espécie de “porta-voz”.
Tal narrativa não ficou restrita somente ao álbum, mas expandiu-se para os shows e, por consequência, ao filme. Basicamente, o longa-metragem é ambientado numa temática de videogame, com cada canção sendo uma fase diferente da Genxsis, enquanto imagens ligadas ao conceito também aparecem, trazendo um certo ar de ficção. Ao menos no filme, o ponto de maior destaque da “trama” esteve na dramática “Amen”.
Além disso, o documentário contou com todos os efeitos visuais e detalhes da apresentação ao vivo, como: o aviso inicial de que o show “contém cenas de violência explícita e carnificina”, a intro com o “press start” e o fim composto pela frase “BMTH JUST ROCKED MY WORLD”. Qualquer fã que tenha visto o show foi automaticamente teletransportado para o concerto novamente.
Setlist quase completo
Originalmente, a apresentação teve 19 canções e durou cerca de 1h40. Contudo, o filme cortou “Antivist”, com a participação de Di Ferrero e MC Lan. Por outro lado, todas as outras faixas marcaram presença, acompanhadas de suas introduções – como a retrospectiva exibida antes de “Doomed” e as falas da personagem Angeldust em “Kool-Aid”, além de todos os engraçados discursos de Oliver, que é casado com a brasileira Alissic e que tem residência no país, em português.
O filme também emocionou ao mostrar um dos instantes finais da performance, em que Oli dedicou “Drown” ao fã Pedro Miranda, que nos deixou em 2024 após uma batalha contra o câncer.
O repertório foi o seguinte:
- DArkSide
- MANTRA
- Happy Song
- Teardrops
- AmEN!
- Kool-Aid
- Shadow Moses
- [ost] (spi)ritual
- n/A
- Sleepwalking
- Kingslayer
- Parasite Eve
- Follow You
- LosT
- Can You Feel My Heart
- Doomed
- Drown
- Throne
Imagens de bastidores
Um das principais características de “L.I.V.E. in São Paulo (Live Immersive Virtual Experiment)“ envolve as imagens de bastidores. Trazendo um outro olhar até então inédito a respeito do concerto, o filme mostra cenas do vocalista prestes a subir ao palco, um diálogo entre o cantor e o baterista Mat Nicholls antes de “Doomed” e mais.
Para completar, a câmera também flagra momentos que, até então, haviam sido imperceptíveis para a plateia, como a reação de Oli ao entrar na mencionada “Doomed” , suas interações com a câmera posicionada no microfone em “Amen” e o baterista “guiando” um drone em “Sleepwalking”.
Depoimentos de fãs
Antes do início do show, o público tem acesso a variados depoimentos de fãs, coletados durante a turnê pela América do Sul e captados pelo cinegrafista conhecido nas redes sociais como circusxhead, encarregado da direção ao lado de Oli. Emocionantes, as histórias envolvem tópicos como superação e identificação com a banda. Pequenos trechos de backstage, como Oli pintando numa folha sulfite, também compõem as imagens.


