Festival TURÁ: Alcione e Djavan aquecem público em 2º dia com tempo gelado em SP

Alcione, Djavan e companhia aqueceram o público no encerramento do Festival Turá São Paulo 2024 em um domingo gelado no Parque Ibirapuera. O tempo xoxo, contudo, não afastou a multidão, que veio preparada com casacos, calças e capuzes.

Enquanto o termômetro climático estacionou em 12º C, o do público progrediu ao longo do dia. MC Cabelinho abriu os trabalhos. Em seguida, vieram Adriana Calcanhotto convidando Rubel, Armandinho, Alcione e Djavan, todos estes separados por atrações menores.

Por mais um ano, em resumo, o TURÁ cumpriu sua missão de promover a mistura de ritmos e, por consequência, de pessoas e grupos no mesmo espaço. A miscelânia já havia sido percebida no sábado com Chico César & Zeca Baleiro, Chitãozinho & Xororó, entre outros.

Adriana Calcanhotto e Rubel

O show de Adriana Calcanhotto, 58, carrega um misto de garbo e leveza. Não é daquelas apresentações que te fazem tirar o pé do chão. O sabor está na qualidade musical, desde as letras de Adriana até a performance de sua banda. A artista está sempre a postos com uma lanterna, literalmente, a iluminar o solo de cada instrumentista: bateria, guitarra, contrabaixo, trompete, etc.

Das 13 músicas tocadas, cinco são do mais recente álbum Errante (2023), que Adriana está em turnê. Rubel, 33, esteve no palco durante cinco músicas, nas quais o público pôde perceber a complementaridade das vozes da dupla, a qual desenvolve parcerias há mais de cinco anos. Perguntados sobre uma eventual discografia conjunta, durante coletiva de imprensa, Adriana respondeu: “pensar, a gente pensa, as agendas são loucas”. “Vai ter a hora certa para isso”, completou Rubel.

Setlist (em ordem): Mais Feliz, Jamais Admitirei, Naquela Estação, Levou Para o Samba a Minha Fantasia, Esquadros; entra Rubel: Pra Lhe Dizer, Posso Dizer, Mentiras; sai Rubel; Nômade, Era Isso o Amor?, Maresia, Vambora; volta Rubel: Depois de ter Você.

Alcione

A “dama do samba” esbanjou elegância e simpatia no palco do Festival Turá. Aos 76 anos e em turnê para comemorar cinco décadas de carreira, a “Marrom” brincou algumas vezes com o frio que fazia em São Paulo. “Vocês quando mandam o frio, mandam de verdade”, caçoou para em seguida complementar: “esse frio está gostoso porque tem vocês” – ela que se enrolava em uma manta e tomava café.

Alcione permitiu-se cantar só a primeira música em pé para depois seguir o show sentada, tal como uma rainha. Sua Majestade mantém a voz boa. A cada elevação de tom, uma vibração do público. Além disso, canta fácil, como se declamasse ou conversasse, sem deixar de mencionar o empoderamento que traz consigo.

Setlist (em ordem): Figa de Guiné, Além da Cama, Estranha Loucura, Faz Uma Loucura Por Mim, Sufoco, Pior É Que Eu Gosto, Juízo Final, Retalhos de cetim, Mulher Ideal, A loba, O Que Eu Faço Amanhã, Separação (c/a sobrinha Sylvia Nazareth), Entidade, Você Me Vira A Cabeça, Garoto Maroto, Meu ébano, Gostoso Veneno, Brazil Com “Z” É Pra Cabra da Peste, Brasil Com “s” É a Nação do Nordeste e Não Deixe o Samba Morrer.

Djavan

Por fim, encerrando o Turá, mais uma lenda. Se a maranhense Alcione sentiu o frio, não seria diferente com o alagoano Djavan, 75. O cantor já entrou com pensamento positivo: “essa noite vai esquentar cada vez mais, vai terminar um fogaréu”.

Curiosamente, a evolução do show foi conforme. Não faltaram hits do começo ao fim, porém, os que vieram primeiro eram mais românticos e os últimos mais dançantes. Djavan passeou por todo palco, fez passos de dança invejáveis e agradeceu os vários momentos de aplauso do público. O repertório contou com a essência da atual “Turnê D”.

Setlist (em ordem): Curumim, Boa noite, Eu te devoro, Cigano, Avião / Flor de lis, Num mundo de paz, Meu bem querer, Oceano, Um amor puro, Iluminado, Azul, Pétala, Tanta saudade, Se, Samurai, Sina e Lilás.

*Com Giovana Marchesini

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