Festival Turá celebra diversidade brasileira em dois dias de evento em SP

Por Larissa Martin e Stephanie Cid

O Festival Turá realizou, neste final de semana, dias 24 e 25 de junho, a sua segunda edição na capital paulista. Em um espaço amplo de muito verde, sol e calor (mesmo no inverno), o Parque Ibirapuera foi palco de shows nacionais inesquecíveis para o público de 30 mil pessoas, que pôde conferir nomes renomados da música brasileira, assim como os novos talentos.

Abrindo as apresentações de sábado, o talentoso Lucas Mamede subiu ao palco do Turá agradecendo a oportunidade. Empresariado por Felipe Simas – Talent Manager do duo Anavitória e de Manu Gavassi – o jovem recifense cantou hits do seu primeiro álbum “Já Ouviu Falar de Amor?”, com “Aquarela”, “Conto os Dias” e “Cinderela”.

O line-up intercalou a geração mais nova da música com os que estão na estrada há mais tempo. Após o som romântico de Mamede, Maria Rita apresentou seu show “Samba de Maria”, colocando todo mundo para dançar muito. Ao lado de Sandra de Sá, que fez uma participação especial, as duas deram início ao que seria uma grande roda de samba no sábado de festival. Na sequência, assim que o sol começou a se pôr, MC Hariel levou o funk consciente ao Turá, marcando a estreia do gênero no evento e agradecendo o reconhecimento pelo seu trabalho. Em dado momento, o telão mostrou a mãe do artista, na plateia, e Hariel aproveitou para dizer “meu camarim é do lado de Jorge Ben, mãe. Dá para acreditar?”.

O início da noite celebrou novamente o samba, assim que Zeca Pagodinho subiu ao palco. Sua participação foi adiada em um ano, já que o carioca participaria do Turá em 2022, se não fosse pela Covid-19, que contraiu na semana do festival. Um ano mais tarde, o cantor levou seus maiores sucessos ao festival, como “Deixa a vida me levar”, “Verdade”, “Saudade louca” e “Vai Vadiar”,  entre brindes e brincadeiras bem-humoradas com o público. O sábado acabou com Jorge Ben Jor deixando um gostinho de “quero mais”, um warm up para o que seria o domingo no Turá. Aos 84 anos, o artista provou que idade não é um fator limitante para realizar um show ultra animado, digno de Carnaval. Junto de sua banda, que contava com membros de longuíssima data e outros mais recentes – todos de muito talento -, encantou o público paulista com “Taj Mahal”, “Oba, Lá Vem Ela”, “Menina mulher da pele preta”, “País Tropical”, “Mas que nada” e outros grandes hits eternizados em sua voz. Além disso, Jorge Ben aproveitou para homenagear Tim Maia, soltando a voz com “Do Leme ao Pontal”.

Entre os intervalos de shows ao longo dos dois dias, os DJs convidados não deixavam faltar música, do funk ao MPB, sempre celebrando a música 100% brasileira, ideia central do festival. Já o segundo dia do evento começou com uma plateia tímida, mas fiel à banda Tuyo, primeira atração do domingo. Os integrantes embalaram o público com uma mescla de afrofuturismo e folk-pop. Em seguida, Delacruz trouxe uma série de convidados, de Clau, BK a Luccas Carlos para cantar hits que encantam as gerações mais novas como “Malibu-Cigana” e o projeto “Poesia Acústica”.

Pontualmente, às 17h05 a cantora Pitty entrou no palco em um show de comemoração de 20 anos do lançamento do álbum “Admirável Chip Novo”. O público cantou junto com alguns clássicos da artista como “Me Adora”, “Na Sua Estante” e “Equalize”.  As participações de Marcelo D2 e Céu no show de Pitty mostraram a diversidade de sonoridades do Turá “Eu estou sentindo que os festivais estão trazendo essa determinação da gente fortalecer a música brasileira, porque afinal de contas a cultura nacional é tudo, é o que leva o nosso país para frente”, comentou Céu em uma entrevista à Alpha FM. Após um show de rock, foi a vez do Pará ser representado com a cantora Joelma. Algumas pessoas na plateia levaram a bandeira do estado para homenagear a ex-integrante da Banda Calypso. Essa foi a estreia da artista em um festival na região Sudeste.

O headliner da noite foi Gilberto Gil, que fechou o evento com chave de ouro. O show faz parte da turnê “Nós, a gente”, que reuniu um repertório de clássicos do artista junto a homenagens feitas para nomes importantes da MPB. Gil faz questão de apresentar todos que estavam no palco e quando falou o nome de Preta Gil, a cantora foi ovacionada pelo público. Outro convidado especial foi o compositor e guitarrista Beto Lee, que fez uma homenagem à sua mãe, Rita Lee, que faleceu recentemente. “Ovelha Negra” foi a música escolhida para fazer um tributo à rainha do rock. Para encerrar a apresentação, Gil encantou o público com o clássico “Toda menina baiana”.

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*Imagem: Reprodução Flashbang/Divulgação/Festival Turá

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