Dave Grohl volta a falar sobre demissão de Josh Freese do Foo Fighters; veja tudo que sabemos

Baterista acabou desligado em maio de 2025, depois de dois anos na banda, sem explicações

Em maio do ano passado, Josh Freese foi demitido do Foo Fighters. Por meio das redes sociais, o baterista publicou que, após dois anos na formação, acabou desligado da banda sem explicações. Ele entrou no lugar de Taylor Hawkins, que morreu em março de 2022, e o anúncio de sua chegada aconteceu um ano mais tarde durante a transmissão “Preparing Music For Concerts”.

O Foo Fighters me ligou segunda à noite para me avisar que decidiram seguir em uma direção diferente com seu baterista. Nenhuma explicação foi dada. Apesar disso, curti os dois últimos anos com eles, tanto dentro quanto fora do palco, e os apoio no que quer que eles sintam que é melhor para a banda. Em meus 40 anos de baterista profissional, nunca me demitiram de uma banda, então não estou irritado, mas um pouco chocado e desapontado. Porém, como muitos de vocês sabem, sempre trabalhei como freelancer e transitei entre bandas, então, está tudo bem”, escreveu nas redes sociais.

Desde então, o tema tem sido amplamente comentado por ambas as partes, que, até o momento, não quiseram entrar em detalhes. Ainda mais depois que Ilan Rubin foi anunciado como novo titular das baquetas, com sua estreia acontecendo no disco “Your Favorite Toy”, que sai na próxima sexta (24).

Ao New York Times em agosto de 2025, Josh revelou que não identificava-se com a música do Foo Fighters. “Olhando para trás, provavelmente [a demissão] envolvia mais uma questão da gestão da banda. Não era uma música com a qual eu realmente me identificasse.

Mais em tarde, em dezembro, ao programa de Eddie Trunk, disse que tinha “teorias” a respeito do desligamento, mas que ficava “hesitante” em comentar. Então, em fevereiro, voltou mencionar o tópico à revista Modern Drummer:

Tenho muito a dizer e estou apenas tentando entender como e quando articular tudo de forma adequada. Tenho algumas pequenas teorias, mas não posso entrar em detalhes agora. Ainda assim, gostei muito dos dois anos que passei com os caras e eles foram bons comigo… até deixarem de ser […]. Acho que tenho uma boa leitura das pessoas, mas não vi esse movimento [da demissão] acontecendo.”

Nos últimos meses, o próprio Dave Grohl resolveu quebrar o silêncio. Primeiro, à Apple Music, em fevereiro, o vocalista e guitarrista deixou subentendido que a mencionada falta de conexão de Josh com o catálogo do grupo foi um dos motivos:

“Nós ligamos para ele como uma banda, não só eu. Basicamente dissemos: ‘ei, cara, foi incrível, muito obrigado, mas vamos seguir e encontrar outro baterista’. Desde então, muita coisa tem sido falada. Acho que Josh deu a melhor explicação quando falou que não sentia que nossa música realmente se conectava com ele. E isso é muito importante.”

Já ao The Guardian, em março, Grohl não quis comentar a respeito. Porém, o baixista Nate Mendel reconheceu:

“Tomamos uma decisão de que era o melhor para todas as partes. Entrar em detalhes pessoais [com Freese], sobre por que aquilo não necessariamente funcionou, simplesmente não parecia que traria benefício para ninguém. Há coisas em que tudo bem dizer: isso é o melhor para nós, e estamos seguindo em outra direção.”

Agora, Grohl entrou no assunto mais uma vez enquanto conversava com o Irish Times. Ainda que sem mencionar as razões diretamente, explicou que deve haver “conexão” com o baterista em uma banda:

“Um baterista toca com base no feeling. É isso que é a bateria: feeling. É difícil definir quando você está tocando com alguém e parece ‘certo’, ou quando está tocando com alguém que soa ‘muito bem’, e então com outra pessoa e parece ‘incrível’. É personalidade, é a conexão, o ritmo que vocês têm juntos. É uma combinação, uma espécie de receita,  como quando você está cozinhando algo e, no final, a receita diz ‘sal e pimenta a gosto’; isso é definido por vocês. Nós sabemos o que funciona melhor para a nossa banda.”

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