Hayley Williams está prestes a iniciar uma turnê solo. Após planos interrompidos por causa da pandemia, a vocalista do Paramore cairá na estrada pela primeira vez sem o grupo que a consolidou em divulgação ao disco “Ego Death At A Bachelorette Party”, lançado em agosto do ano passado.
A primeira apresentação acontece nesta sexta-feira (27), em Atlanta, cidade na Geórgia, nos Estados Unidos. Até o momento, o itinerário engloba apenas a América do Norte e Europa, com as datas acabando junho. Water from Your Eyes, Tiberius b e Snuggle ficarão responsáveis pela abertura.
Um story publicado pela sua empresária Leah Hodgkiss indica que Hayley tocará o disco “Ego Death At A Bachelorette Party” na íntegra durante a excursão. A imagem de novembro de 2025 dizia que a cantora “performaria o álbum completo”.

Sabe-se que Hayley está ansiosa para tocar “Parachute”. “Mal posso esperar, sinto que essa música vai impactar ainda mais ao vivo e não vejo a hora de entrar nesse vórtex do momento em que a música se torna mais alta do que o pensamento”, disse no podcast Tape Notes.
Durante entrevista à Dork, Williams também explicou por que resolveu sair na estrada e como a música ao vivo simboliza “algo espiritual” em sua visão: “A música ao vivo é algo espiritual para mim. Ir a qualquer tipo de show agora dá uma sensação de força na união. É devastador perceber o quão pequenos somos diante da realidade de tudo isso, mas há um conforto profundo na alma ao saber que ainda existem espaços onde podemos nos reunir e superar juntos esse sentimento de desesperança e impotência. Precisamos de espaços que sejam mais do que apenas sobreviver. Talvez essa seja a chave para prosperar neste momento tão difícil e pesado que estamos vivendo juntos”, declarou.
Por enquanto, a artista ainda não contou quem será a sua banda de apoio. Ao podcast One Life One Chance, gravado no fim do ano passado, quando perguntada se tocaria com “uma banda inteiramente nova”, a cantora fez uma pausa e apenas respondeu: “talvez”.
Por fim, explicou a energia que gostaria de passar com as performances: “Quando eu penso nesse show, que ainda não planejamos completamente… Eu tenho uma ideia de setlist e acho que sei com quem vou trabalhar para alguns elementos de produção aqui e ali. Mas, quando penso de verdade, o que imagino é as pessoas vindo apenas para vivenciar um grupo de músicos tocando juntos e aproveitando isso. Eu não quero pensar nisso como uma performance. Quero encarar da mesma forma que quando você vai ver uma banda de jazz e observa as energias se entrelaçando. Fico um pouco nervosa com isso, porque não é nada parecido com o que eu descreveria como um show do Paramore. Claro, é um grupo de músicos tocando juntos, mas lá é muito voltado para o entretenimento. E acho que agora estou pronta para me reconectar comigo mesma como musicista.”


