Sem dúvida, Paul McCartney é um dos artistas mais importantes da história da música. Aos 82 anos, o cantor, compositor, multi-instrumentista, empresário, produtor musical e ativista dos direitos dos animais alcançou o estrelato ao lado dos Beatles na década de 1960 e, com sua carreira solo, continuou influenciando uma série de outros importantes músicos. Relembre toda a sua trajetória abaixo:
Início
James Paul McCartney nasceu no dia 18 de junho de 1942, em Liverpool, na Inglaterra. Seu pai, Jim, tinha afinidade com a música, já que tocava trompete e piano e até mesmo teve uma banda de dança de salão. Assim, após a morte de Mary, mãe de Macca, ele resolveu incentivar o filho na área musical.
Tal aptidão realmente deslanchou quando o britânico tinha cerca de 15 anos de idade. À época, passou a tocar violão e compôs sua primeira canção no instrumento, dedicada à figura materna: “I Lost My Little Girl”. A respeito de suas primeiras influências, contou em seu site oficial:
“Éramos crianças em Liverpool sendo criadas com a música mais tradicional da época do meu pai. Teria uma festa de família e ele tocaria piano e as pessoas se sentariam ao redor cantando, então isso era ótimo. No rádio, havia muitas músicas novas. Então o rock and roll apareceu e era um som completamente diferente. E muito emocionante.
Éramos adolescentes, então ouvir Elvis Presley cantar ‘Heartbreak Hotel’ foi chocante, no bom sentido. Ouvir Little Richard gritando ‘Good Golly, Miss Molly’ ou ‘Lucille’ foi muito revolucionário. Assim como ouvir Buddy Holly cantar ‘That’ll Be The Day’. Lembro de ouvir ‘What’d I Say’, que é uma música clássica de Ray Charles, no rádio.”
Beatles
Até que, em 1957, Paul conheceu John Lennon – considerados uma das duplas de composição mais simbólicas do mundo – ao assistir cantá-lo na banda Quarrymen. Logo os dois cultivaram uma amizade e estabeleceram uma parceria no grupo, que deu origem aos Beatles em 1960.
Ao longo de seus 10 anos de atividade, o quarteto, também composto por George Harrison e Ringo Starr, atuou como um verdadeiro fenômeno – que originou a chamada “beatlemania”. A banda é tida como a mais bem-sucedida comercialmente de todos os tempos, tendo vendido mais de 600 milhões de discos globalmente.
Colecionam sete prêmios Grammy, quatro Brit Awards, um Oscar e quinze prêmios Ivor Novello. Além de, claro, inúmeros clássicos que impactaram profundamente a sociedade, incluindo “Here Comes The Sun”, “Twist and Shout”, “Let It Be”, “Yesterday” e mais. Não é à toa que ganharam até uma data “oficial” no calendário: o Dia Mundial dos Beatles, celebrado no dia 16 de janeiro, desde 2001.
Carreira Solo
Após o fim dos Beatles em 1970, Macca iniciou uma carreira solo. Em 17 de abril daquele ano, disponibilizou “McCartney” (1970), seu disco de estreia, no qual atuou em todas as áreas, não só compondo as canções, mas gravando todos os instrumentos.
Já em 1971, formou o Wings, ao lado da então esposa Linda McCartney e do guitarrista Denny Laine, além de outros integrantes não fixos. O grupo esteve em atividade até 1981 e disponibilizou sete álbuns de estúdio, emplacando faixas como “My Love”, “Band on the Run” e “Listen to What the Man Said.”
Enfim, sua discografia é composta por 18 discos. “McCartney III”, o mais recente, saiu em dezembro de 2020. Ao que tudo indica, Macca já trabalha no sucessor do projeto.E não pretende parar tão cedo!
Em 2013, à estação de rádio WXRT Chicago, o músico, que continua fazendo grandes turnês, destacou que não pretende parar de compor novas músicas:
“O principal é que eu amo muito fazer música. Se eu me aposentasse, eu ainda faria exatamente o que eu faço. Então eu posso muito bem não me aposentar.”
Legado
Não é exagero dizer que os Beatles influenciaram alguns dos outros maiores nomes da música. Kiss, Ozzy Osbourne, Dave Grohl, Kurt Cobain, Pink Floyd e Oasis são só alguns exemplos. Inclusive, Macca foi eleito pela revista Rolling Stone o 26º maior cantor de todos os tempos.
Ainda, entrou para o tradicional Rock and Roll Hall of Fame duas vezes: uma como membro dos Beatles em 1988 e outra como artista solo em 1999. Ademais, em 1979, o Livro do Recordes o reconheceu como o “compositor e intérprete de maior sucesso da música”.
Venceu o Grammy por 18 vezes: nove como membro dos Beatles, seis como artista solo, duas como membro do Wings e uma pela parceria com Dave Grohl, Pat Smear e Krist Novoselic na faixa “Cut Me Some Slack”.
Para completar, conquistou um Doutorado Honorário em Música pela Universidade de Yale em 2008. Enfim, a Rainha Elizabeth II ainda o nomeou Cavaleiro do Império Britânico em 1997.
Na atualização da lista das pessoas mais ricas do Reino Unido, publicada pelo jornal The Sunday Times neste ano, Macca apareceu com uma fortuna de cerca de um bilhão de libras – o tornando o primeiro músico britânico a conquistar tal feito.
Outros Projetos
Para além da música, Macca idealizou outros projetos. Citando alguns, em 2021, o músico disponibilizou o livro “Paul McCartney – As Letras”. Em suma, a obra é uma compilação de suas composições, acompanhadas de comentários autobiográficos, além de fotos, manuscritos e documentos. Ao todo, são apresentadas 154 canções, divididas em dois volumes.
Já no ano passado, lançou ao mundo “1964 – Os olhos do furacão: A turnê mais importante da história dos Beatles”. Sobretudo, a nova publicação contém fotos inéditas tiradas pelo próprio Beatle durante os compromissos do quarteto principalmente em 1964. São 275 imagens resgatadas do acervo particular do músico.
Assim, diante do vasto material de fotografias, Macca resolveu fazer uma exposição. Chamada “Eyes Of The Storm”, a mostra ficou em cartaz nos últimos anos na National Portrait Gallery, na Inglaterra, e no Brooklyn Museum, nos Estados Unidos, justamente com os registros capturados pela estrela.
O cantor é um pintor há décadas e já chegou a exibir suas pinturas em outras ocasiões no passado. Por exemplo, em 2002, a exposição “The art of Paul McCartney” com 70 quadros pintados por Paul McCartney aconteceu na Walker Gallery de Liverpool, sua cidade natal.
Para completar, as experiências relacionadas à música renderam o podcast “A Life in Lyrics”. Com participação do poeta Paul Muldoon, a atração estreou em setembro do ano passado nas plataformas digitais e, em cada episódio, destrincha as histórias por trás das letras do ícone mundial.
Por fim, ele é um grande ativista da causa animal. Sobretudo, deixou de comer carne na década de 1970, ao ver carneiros sendo alimentados com ração feita de animais da mesma espécie. Desde então, é adepto da causa, falando abertamente sobre o assunto – inclusive, sendo parceiro da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) na campanha “Segunda Sem Carne”.