Na próxima quinta-feira (22), chega aos cinemas brasileiros “Marty Supreme”, novo filme de Josh Safdie – o mesmo responsável por “Jóias Brutas” (2020), cuja direção divide com seu irmão Benny Safdie – e estrelado por Timothée Chalamet, ator indicado a dois Oscars na categoria de Melhor Ator e que deve ser um dos principais nomes da categoria em 2026 por seu desempenho neste longa.
Para viver esses dois papéis que o levaram ao Oscar, o ator mergulhou de cabeça em treinos e aulas para dominar habilidades que ainda não tinha. Em “Me Chame Pelo Seu Nome”, aprendeu italiano; já em “Um Completo Desconhecido”, tocou violão, aprendeu gaita e fez aulas de canto. Mas, e para “Marty Supreme”?
Descubra como Timothée Chalamet se preparou para o filme?
Para “Marty Supreme”, não foi diferente. No filme, Chalamet interpreta o mesa-tenista Marty Mauser, personagem baseado em Marty Reisman, multicampeão da categoria. A trama, ambientada nos anos 50, segue o jovem atleta com o sonho de se tornar campeão em sua categoria, e que fará de tudo para alcançá-lo com grandeza.
Antes mesmo de ser aprovado, Chalamet soube da possibilidade de trabalhar com Safdie e mergulhou de cabeça no treinamento. Em 2018, ele iniciou aulas de tênis de mesa. Durante a pandemia de COVID-19, ele retirou os móveis da sala do apartamento em Nova York e colocou uma mesa oficial de tênis de mesa. Quatro anos antes do início efetivo das filmagens, Safdie chegou a visitá-lo para avaliar seu nível de jogo.
“Tudo em que eu estava trabalhando era esse segredo”, contou Chalamet ao Hollywood Reporter. “Tinha uma mesa [de tênis] em Londres enquanto eu filmava ‘Wonka’. Em ‘Duna: Parte Dois’, eu tinha uma mesa em Budapeste e na Jordânia. Tinha uma mesa em Abu Dhabi. Tinha uma mesa no Festival de Cannes para ‘The French Dispatch’.”
Ainda mais, Timothée trabalhou com o instrutor Diego Schaaf e sua esposa Wei Wang, jogadora de tênis de mesa sino-americana que representou os Estados Unidos nos Jogos Olímpicos de Verão de 1996. “Ele não estava interessado no mínimo necessário. Mesmo quando acertava, dizia: ‘Vamos fazer de novo’”, disse Wang sobre o trabalho de Chalamet.


