Nesta quinta-feira (12), chega aos cinemas brasileiros a nova adaptação de “O Morro dos Ventos Uivantes”, dessa vez, com direção de Emerald Fennell e elenco encabeçado por Jacob Elordi – indicado ao Oscar 2026 na categoria de Melhor Ator Coadjuvante por “Frankestein” – e Margot Robbie (“Barbie”, “Era Uma Vez Em Hollywood”).
Com a antecipação pelo longa, foi registrado que as vendas da obra a qual adapta, o romance clássico homônimo de Emily Brontë, tiveram um crescimento expressivo no Reino Unido, impulsionado pela expectativa em torno de sua nova adaptação cinematográfica. De acordo com dados divulgados pela editora Penguin Classics UK, as vendas do livro aumentaram 469% em comparação ao ano passado (informações divulgadas pelo The Guardian).
Somente em janeiro deste ano, foram vendidos 10.670 exemplares, contra 1.875 unidades no mesmo período de 2025. A editora classificou o resultado como “excepcionalmente expressivo”.
O impacto da divulgação do filme já havia sido percebido em setembro, com o lançamento do primeiro teaser trailer: após o material promocional, as vendas cresceram 132%. Entre setembro e o fim do ano, foram comercializados 28.257 exemplares, frente a 12.134 no mesmo intervalo do ano anterior.
Jess Harrison, diretora editorial da Penguin Classics, destacou o fenômeno em declaração oficial: “Não me lembro da última vez que uma adaptação cinematográfica gerou tanta expectativa em torno do livro. ‘O Morro dos Ventos Uivantes’ é um dos nossos best-sellers de todos os tempos, mas acho que o filme está sendo lançado no momento perfeito.”
Segundo Harrison, o interesse atual reflete um movimento mais amplo do público leitor:
“Parece haver um desejo real entre os leitores por histórias de amor intensas, maximalistas e trágicas”, afirmou. Ela acrescenta que outros clássicos de tom igualmente angustiante, como “Noites Brancas”, de Fiódor Dostoiévski, e “Madona com Casaco de Pele”, de Sabahattin Ali, também vêm registrando alta procura.
“O Morro dos Ventos Uivantes” é uma das obras mais influentes da literatura inglesa do século XIX, escrita por Emily Brontë. A intensidade emocional, a narrativa não-linear e os temas de amor, obsessão, vingança e conflito social tornaram o romance um desafio para adaptações audiovisuais.


