Oscar: a história do empate entre Barbra Streisand e Katharine Hepburn em 1969

Organizado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, o Oscar é a mais aguardada do ano no universo do cinema, reconhecendo as maiores conquistas da indústria mundial. A premiação é amplamente conhecida como o prêmio mais prestigiado e cobiçado pelos cineastas e artistas de todo o mundo.

Empates no Oscar são raríssimos: desde a primeira cerimônia, em 1929, eles aconteceram apenas seis vezes. Ainda assim, a possibilidade existe — e já entrou para a história em um dos resultados mais lembrados da premiação.

Relembra o empate histórico no Oscar de 1969

O episódio mais emblemático ocorreu em 1969, quando Barbra Streisand e Katharine Hepburn dividiram o Oscar de Melhor Atriz. Streisand tinha apenas 26 anos e foi premiada por dar vida a Fanny Brice na versão cinematográfica de Funny Girl. Embora já tivesse brilhado nos palcos da Broadway com o mesmo papel, o filme marcou sua estreia oficial no cinema.

Do outro lado estava Hepburn, um nome já consolidado em Hollywood. Naquele momento, ela somava dois Oscars na carreira — por Morning Glory (1934) e Guess Who’s Coming to Dinner (1968) — e caminhava para se tornar a atriz com mais estatuetas de interpretação da história da Academia.

E claro que o acontecimento não ficou livre de polêmicas e a vítima da vez foi Streisand e sua entrada antecipada na Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

Em geral, a admissão de membros segue critérios ligados à filmografia: atuar com destaque em pelo menos três longas relevantes, ou ter recebido uma indicação ao Oscar no lugar dessas três participações. Streisand, naquele momento, ainda não se enquadrava em nenhuma dessas exigências. O então presidente da instituição, Gregory Peck, fez questão de afirmar publicamente que não houve favorecimento, nem influência de estúdios no processo, mesmo com a suspensão de regras tradicionais de elegibilidade.

Peck reconheceu que a Academia abriu uma exceção, justificando a decisão com base em dispositivos internos que permitem flexibilidade em casos específicos, levando em conta a carreira artística já consagrada da cantora e atriz antes mesmo da estreia no cinema.

Na noite do empate, Streisand subiu ao palco e recebeu o prêmio com emoção. Hepburn, por sua vez, não compareceu — um comportamento que se repetiu ao longo de toda a sua trajetória no Oscar, mesmo com o recorde de vitórias. A frase que ficou associada à sua postura resume bem sua relação com premiações: “Para mim, prêmios não significam nada. Meu prêmio é o meu trabalho.”

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