“Obsessão” chega aos cinemas como um dos filmes mais bizarros dos últimos anos

Nesta quinta-feira (14), estreia nos cinemas de todo o Brasil — com distribuição da Universal Pictures Brasil — “Obsessão”, a estreia na direção de Curry Barker, que iniciou sua carreira com esquetes e curtas-metragens publicados em seu canal no YouTube, That’s A Bad Idea.

A proposta para um longa surgiu do produtor James Harris, que assistiu ao curta “The Chair e sugeriu que Barker expandisse a ideia para os cinemas. Em resposta, o cineasta apresentou o conceito inicial de “Obsessão”, desenvolvido com um orçamento modesto — estimado em cerca de US$ 1 milhão — e posteriormente adquirido para distribuição nos Estados Unidos pela Focus Features por um valor cerca de quinze vezes superior ao custo de produção.

A aposta veio após a estreia do terror no Toronto International Film Festival (TIFF), durante uma sessão de meia-noite. E tudo indica que foi uma decisão certeira: o longa desponta como um dos títulos mais promissores do ano, impulsionado pela aclamação quase unânime da crítica especializada — atualmente, o filme soma 95% de aprovação no Rotten Tomatoes.

A Alpha teve o privilégio de assistir ao filme e te conta o que esperar de um dos terrores mais surpreendentes do ano — até aqui.

“Obsessão” vale a pena?

“Obsessão” tem uma premissa elementar, até boba. O jovem Bear, perdidamente apaixonado por sua melhor amiga, Nikki, encontra em uma loja mística um brinquedo chamado One Wish Willow. A proposta é tentadora: fazer um único pedido e, em seguida, quebrar o objeto. Sem pensar duas vezes, Bear deseja que Nikki finalmente corresponda aos seus sentimentos. O desejo, claro, se realiza… mas não sem consequências, à medida que o afeto da amiga se transforma em algo cada vez mais obsessivo e corrosivo.

O filme poderia facilmente cair nos clichês do gênero diante da simplicidade de sua premissa. Mas não é o que acontece. Curry Barker conduz a narrativa em um slow burn envolvente, que nunca desgasta o espectador, equilibrando tensão e ritmo de forma criativa e precisa — algo cada vez mais raro no terror produzido pelos grandes estúdios.

“Eu simplesmente gosto da honestidade do comportamento humano. Gosto de estudar o comportamento humano e acho que isso se presta à comédia, mas também ao terror. Para algo ser engraçado e identificável, você meio que precisa olhar para a psicologia por trás do motivo de as pessoas fazerem certas coisas. E isso também acaba se encaixando neste gênero”, disse Barker na SXSW.

A produção também acerta ao explorar um cuidadoso jogo de luz e sombras. O trabalho do diretor de fotografia Taylor Clemons ajuda a construir uma atmosfera inquietante, essencial para a experiência do longa. Cada elemento parece funcionar em sintonia, adicionando camadas a uma engrenagem que opera quase como uma orquestra.

“Obsessão” reúne tudo o que um fã de terror pode procurar, mas sem excessos. Há jumpscares, mas eles não soam preguiçosos ou previsíveis; existe gore, porém na medida certa, sem transformar o desconforto em exagero; e há terror psicológico, embora o filme nunca se torne excessivamente “cabeça”.

Tudo isso é potencializado por um elenco talentoso, liderado por Michael Johnston, no papel de Bear, e Inde Navarrette, como Nikki, que acompanham com intensidade a escalada de tensão de “Obsessão”, filme capaz de deixar até os mais corajosos com o coração palpitando após a exibição. 

Assista ao trailer de “Obsessão”

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