Dia Internacional da Mulher: 5 mulheres que marcaram a história da música

Mulheres marcaram o cenário musical e são peças chaves deste meio.

O Dia das Mulheres está chegando. A data é celebrada em grande parte do mundo no dia 8 de março como forma de relembrar a importância, bem como reforçar a influência, delas. Na história da música, as mulheres também marcam presença e são peças chaves que contribuíram para mudar o desenrolar de produções audiovisuais em nível global, criar tendências, gerar representatividade e inovar neste meio. Contudo, este reconhecimento ainda é pouco.

Falando do Brasil, no total distribuído em direitos autorais, o valor destinado às mulheres continuou estagnado em 9%, segundo dados da edição 2022 do estudo “Por Elas Que Fazem a Música”, da União Brasileira de Compositores (UBC). Se pensarmos nos dados do exterior, os números também não são animadores para elas.

Contudo, apesar de ser um meio intimidador para mulheres atuarem -mesmo as próprias sendo musas de inspiração para inúmeras obras sonoras e audiovisuais existentes, elas se mantém firmes acreditando no poder de seus versões e produções originais e independentes.

Assim, veja, abaixo, 5 mulheres importantes na história da música.

Madonna, a Rainha do Pop

Madonna não carrega o título de Rainha do Pop à toa. Pelo contrário, a cantora faz jus ao reconhecimento mundial atribuído à tamanha grandiosidade de seu legado na música, e que segue ativo até hoje.

Madonna marcou, principalmente, os anos 80, quando escancarava problemas sociais e preconceitos vividos na época através de videoclipes super produzidos. Diversas produções da artista desagradaram mentes conservadoras ao mesmo tempo que eram exaltadas por aqueles com sede de mudança. Entre estes, pode-se citar “Like a Prayer”, lançada em 1989 no álbum de mesmo nome.

Ademais, as produções audiovisuais de Madonna são tão aclamadas que servem até os dias de hoje como inspiração para outras divas pop atuais. É o caso de Ariana Grande, que produziu o recente single “Yes, and?” que bebeu da fonte de “Vogue” para surgir.

Rita Lee, a Rainha do Rock brasileiro

A eterna Rita Lee marcou a música brasileira, bem como o rock nacional. Com sua típica franja cortada acima dos olhos, óculos pequenos e redondos, além de versos transgressores, a cantora conseguiu conversar com uma nação que almejava novos ares sonoros e que falassem, de forma aberta e descontraída, sobre os problemas vivenciados na época.

Mas, antes de criar toda essa persona, Rita Lee começou a se entender ainda quando fazia parte dos “Mutantes”. A banda serviu como peça chave para o Propicalismo, que se desenrolava no país. Contudo, a ascensão como pessoa e artista se deu em sua carreira solo, onde deu vida à hits atemporais, como “Ovelha Negra”, Lança Perfume” e “Mania de Você”.

Tina Tunner, um ícone de empoderamento

Tina Tunner incorporou um papel fundamental relacionado ao empoderamento feminino e consciência racial. Considerada um ícone do rock, e que morreu em plena Consciência Negra, Tunner conquistou o público também por sua moda ao sempre aparecer com trajes únicos, cheios de lantejoulas, franjas e cores vibrantes. Ademais, o cabelo volumoso também era outra arma de poder da cantora.

Mas, apesar de todos os adereços futuristas e inovadores, Tina Tunner ainda era marcada pelo bom e velho jeans. A peça foi tão icônica em Tina que uma boneca Barbie, vestida com uma jaqueta jeans, surgiu para homenagear o legado da cantora.

Elis Regina, influência além da música

Alguns dizem que para ser cantor, é preciso mais do que cantar. Elis Regina, por exemplo, desenvolveu uma longa lista de atributos que a tornaram o símbolo que foi para a música brasileira. Entre eles, estão a forte influência para além da música, em razão de estar envolvida abertamente em várias outras áreas em que seu público estava na linha de frente.

Durante seu legado, Elis Regina se impunha como uma forte crítica ambulante e sonora ao regime militar vivenciado no país entre 1964 e 1985. Entre suas grandes interpretações, estão: “Como nossos pais” (1976) e “O bêbado e o equilibrista” (1979)”.

Whitney Houston, fenômeno atemporal

É muito difícil alguém não conhecer o sucesso “I Will Always Love You”, de Whitney Houston. Seja por sua voz inconfundível ou pelo próprio sucesso do filme “O Guarda-Costas”, de 1992, onde a canção serviu como trilha sonora e alcançou o público de todos os cantos do mundo. Contudo, a obra é um claro lembrete do poder da interpretação, habilidade vocal e presença do artista, que, juntos, conseguem contar histórias e unir corações de geração em geração.

Durante sua carreira, Whitney Houston também deixou seu legado em outras áreas artísticas e soma, ao todo, 657 prêmios, com 2 Emmy Awards, 7 Grammy Awards, 31 Billboard Music Awards e 22 American Music Awards.

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