Muito antes do anúncio dos indicados ao Oscar 2026, “O Testamento de Ann Lee” já aparecia nas listas de possíveis concorrentes da temporada de premiações. Aclamado pela crítica e impulsionado pela atuação elogiada de Amanda Seyfried, o longa acabou ficando de fora das principais categorias da Academia, tornando-se um dos títulos mais comentados entre os chamados “esnobados” do ano.
O filme recebeu críticas majoritariamente positivas e alcançou 86% de aprovação no Rotten Tomatoes, com destaque para a performance da atriz e a direção de Mona Fastvold.
O caso chamou ainda mais atenção por envolver uma cineasta que vinha embalada pelo sucesso de “O Brutalista”. Fastvold assina o roteiro e a direção de “O Testamento de Ann Lee” e também foi responsável pelo roteiro de “O Brutalista”, filme que se destacou na última temporada do Oscar, acumulando dezenas de indicações e vitórias ao longo do circuito de premiações, além de forte reconhecimento da crítica.
Mesmo assim, a ausência de “O Testamento de Ann Lee” entre os indicados não parece ter abalado Seyfried. Em entrevista recente, a atriz afirmou que não ficou surpresa com o resultado: “Não fiquei nem um pouco chocada.”
A diretora Mona Fastvold também comentou a situação e adotou um tom realista sobre os bastidores da premiação. “Eu nunca fiz filmes pensando que faria parte dessa conversa. No ano passado, com ‘O Brutalista’, foi algo totalmente absurdo, engraçado e adorável para nós… mas entramos pela porta dos fundos”, disse.
Segundo Seyfreid, embora o Oscar funcione como uma vitrine importante para filmes independentes, a corrida por indicações envolve estratégias de campanha e visibilidade dentro da indústria. “A Academia não viu muito o nosso filme — muitos deles não assistiram. Então, não votariam nele. E as indicações também envolvem muita campanha. É algo político, e tudo bem”, afirmou.
Questionada se conquistar uma estatueta ainda é importante para ela, Seyfried foi direta: “Não. Você se lembra de quem ganhou nos últimos 10 anos?”.
“O Testamento de Ann Lee” está disponível para streaming no Disney+.
Mais sobre “O Testamento de Ann Lee”
Baseado em uma lenda que realmente existiu, “O Testamento de Ann Lee” retrata a história da fundadora da seita de devoção conhecida como Shakers. Amanda Seyfried interpreta a líder venerada e irreprimível do grupo, que pregava igualdade social e de gênero. Com hinos dos Shakers reinterpretados, o filme captura o êxtase e a agonia de Lee na busca por criar uma utopia.


