5 curiosidades sobre os filmes do Oscar 2024

Os grandes vencedores do Oscar 2024 serão conhecidos, neste domingo (10), na cerimônia em Los Angeles, nos Estados Unidos. “Oppenheimer”, “Pobres Criaturas” e “Barbie” estão entre os destaques desta 96ª edição.

A cobertura completa da principal premiação do cinema você acompanha em tempo real nas redes sociais da Alpha FM. A fim de alimentar as expectativas, preparamos aqui cinco curiosidades sobre os filmes indicados às estatuetas.

Três diretoras em “Melhor Filme”

Ano após ano, elas reivindicam mais espaço no Oscar. Em 2024, pela primeira vez em 96 anos, três obras cinematográficas dirigidas por mulheres concorrem em “Melhor Filme”. Neste ano, a disputa tem nomes consagrados como Martin Scorsese (Assassinos da Lua das Flores) e Christopher Nolan (Oppenheimer).

Estão no páreo a francesa Justine Triet (Anatomia de uma queda), a sul-coreana Celine Song (Vidas passadas) e a americana Greta Gerwig (Barbie). Esta última se tornou a primeira mulher a digirir um filme que superou US$ 1 bilhão em bilheteria, mais de US$ 1,4 bilhão, a maior do ano passado.

Justine Triet compete ainda em “Melhor Direção”. A propósito, a categoria só teve três ganhadoras até hoje, curiosamente, duas das últimas quatro edições. São elas: Jane Campion, por “Ataque dos Cães” (2022), e Chloé Zhao, por “Nomadland” (2021). Completa a lista Kathryn Bigelow, por “Guerra ao Terror” (2010). Isso de um total de nove indicações na história.

Oppenheimer pode se tornar o mais premiado

“Oppenheimer” é o filme a ser batido na edição deste ano. Ao todo, a produção dirigida por Christopher Nolan recebeu 13 indicações, isto é, uma a menos que o recorde de 14, dividido por “A Malvada” (1950), “Titanic” (1997) e “La La Land” (2016). Outros quatro filmes, incluindo “Forrest Gump” (1994), completam o “clube das 13”.

Se o longa-metragem não é o mais indicado de todos os tempos, pode entrar para a lista de mais premiados do Oscar. A tarefa, porém, é difícil. Para isso, teria que vencer ao menos 11 estatuetas, empatando com “Ben-Hur” (1959), “Titanic” (1997) e “O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei” (2003).

O longa-metragem trata da história do físico americano Julius Robert Oppenheimer (1904-1967), figura central do Projeto Manhattan, que produziu a primeira bomba atômica.

Escolhas em “Melhor Filme Internacional”

O filme “Zona de Interesse” briga tanto em “Melhor Filme”, quanto em “Melhor Filme Internacional”. Como corre por fora na primeira, tem grandes chances de faturar a segunda. O longa-metragem a respeito do amor entre um oficial nazista e a esposa de um comandante do campo de concentração de Auschwitz tem falas em alemão, mas é dirigido por um inglês: Jonathan Glazer.

Um outro filme, o francês “Anatomia de uma queda”, que concorre no top 10 de melhores, também poderia estar na competição entre estrangeiros, ou seja, produzidos fora dos Estados Unidos. No entanto, o vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes foi preterido pelo comitê francês do Oscar. A imprensa francesa atribui o fato principalmente às críticas da cineasta Justine Triet ao governo de Emannuel Macron.

Primeiro nos livros, depois nas telonas

Não é raro, nem novo, que livros virem filmes. A primeira adaptação que se tem notícia é de 1896, quando um curta recriou uma cena de Trilby e o Pequeno Billee, escrito pelo francês Gerald du Maurier (1873-1934).

Pois, nesta edição do Oscar, são quatro longas baseados em livros: “Oppenheimer”, “Pobres Criaturas”, “Assassinos da Lua das Flores” e “A Sociedade da Neve”. Os três primeiros disputam “Melhor Filme” e o último “Melhor Filme Internacional”.

Billie Eilish busca “bi” em “Melhor Canção Original”

Aos 22 anos, a cantora e compositora americana pode conquistar a sua segunda estatueta na categoria. Neste ano, ela e o irmão Finneas O’Connell, 26, concorrem com a música “What Was I Made For?”, do filme “Barbie”. Eilish e Finneas haviam vencido o Oscar em 2022. A música vencedora foi “No time to die”, de “007 – Sem Tempo para Morrer”. Aliás, artistas pop têm dominado o quesito nos últimos anos, como já demonstramos.

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