GP WEEK: Twenty One Pilots e The Killers marcam primeira edição do festival

*Foto: Reprodução Instagram/The Killers

No último sábado (12), a capital paulista recebeu pela primeira vez o festival de música GP WEEK, no mesmo final de semana de um dos maiores eventos esportivos do mundo: o Grande Prêmio de São Paulo (Fórmula 1). Reunindo nomes de peso como The Killers, Twenty One Pilots, Hot Chip, The Band Camino e Fresno, o projeto reuniu cerca de 50 mil pessoas no Allianz Parque em um espetáculo emocionante até mesmo para aqueles que foram para ouvir apenas uma das atrações do line-up.

A Fresno, única banda brasileira na GP WEEK, abriu o evento. O grupo, que já tem mais de 20 anos de carreira, tocou em um estádio pela primeira vez e reuniu os maiores sucessos. Durante a apresentação, Lucas Silveira (vocalista) destacou o fato da Fresno ter chego ao ápica da carreira duas vezes e brincou que os “gringos” iam amar a plateia brasileira. Na sequência, teve o grupo alternativo The Band Camino com participação especial do guitarrista brasileiro Mateus Asato – que atualmente está em turnê com o Bruno Mars – a partir do hit “See Through”. Essa foi a primeira vez deles na América do Sul, o que demonstrava muita felicidade de estarem ali, inclusive com o baterista usando a camiseta do Palmeiras, afinal, eles estavam na casa do time, né?

Para finalizar e preparar o terreno para os headliners da noite, os britânicos da Hot Chip subiram ao palco com um som mais eletrônico e dance. Arriscando-se no português, eles disseram que estavam muito felizes de estarem participando do festival. Mas, assim que as luzes se apagaram para os americanos do Twenty One Pilots começarem o show, não demorou muito para que todo o público gritasse muito. A última vez em que Tyler Joseph e Josh Dun pisaram em solo brasileiro foi em 2018, no Festival Lollapalooza. O retorno deles era muito aguardado, até porque, se tem uma coisa que a dupla sabe fazer, essa coisa é show.

Durante a hora e meia de apresentação eles se comunicavam com o público, se arriscavam no português e desciam para cumprimentar e agradecer a plateia. De fato, além da música, essa interação constante e as acrobacias animadas eram o ponto alto do show dos meninos. Para cantarem o hit “Ride”, Tyler se jogou no público, enquanto Josh tocou bateria em uma plataforma sustentada pelos próprios fãs próximos à grade. Difícil de explicar, mas incrível de se ver, já que entregaram uma conexão real com os presentes ali. Para “Stressed Out”, Tyler escalou a plataforma do House Mix (torre de serviço) e se apresentou de lá de cima, a muitos metros de altura e bem ao meio do estádio.

Entre as muitas surpresas da noite, o trompetista puxou um solo de “Aquarela do Brasil” em uma bela homenagem ao país o que, claro, tornou tudo ainda mais especial. “Este é o nosso último show por muito tempo”, disse o vocalista, o que causou espanto no momento e rostos se olhando tentando entender se haviam ouvido certo, mas que confirmou as informações no site oficial do duo. Não há novas datas previstas para a turnê, então, quem viu aqui em São Paulo pode ter presenciado um espetáculo digno de uma breve pausa.

Por fim, a segunda headliner, The Killers, chegou fazendo um espetáculo de tirar o fôlego do público, que cantava em coro todos os grandes sucessos – ou seja, toda a setlist. Brandon Flowers (vocalista) demonstrou animação durante todo o show e chegou a perguntar em português “vocês se esqueceram da gente? vamos descobrir agora!”, o que gerou uma resposta imediata da plateia. Logo a terceira música do setlist foi “When You Were Young”, uma das favoritas da pessoa que vos fala aqui. “Mr. Brightside”, “Somebody Told Me”, “Read My Mind” e outros hits que marcam a carreira dos meninos não ficaram de fora. Além disso, convidaram um fã da plateia para tocar bateria em “For Reasons Unknown” – algo que funciona como uma tradição na apresentação do grupo. Rafael, o sortudo que subiu ao palco, arrasou ao lado da banda, causando uma resposta animada de todos os 50 mil presentes.

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