Paul McCartney faz público reviver 60 anos da história da música

Por Vanessa Rabello

Quanta emoção em uma única noite. Quantas canções atravessaram os ouvidos e corações de milhares de pessoas, nesta noite de sábado, dia 09 de dezembro, no Allianz Parque em São Paulo.

Foram quase três horas que ficarão na memória dos fãs que puderam ver, ao vivo, o show do lendário Paul McCartney.

Um público de todas as idades, avós com seus netos, pais com seus filhos, casais apaixonados e, até mesmo, pessoas sozinhas, vibraram com a entrada triunfal do ex-beatle ao som de “A Hard Day’s Night”.

Paul, com todo o seu carisma, fez questão de se fazer entender e falou bastante Português, inclusive brincando as pessoas com “Boa noite, mano”, “Fala Galera” e “O pai tá on”, levando todos ao delírio.

Dentre os destaques desta noite estão as homenagens feitas pelo artista. Antes de cantar “Here Today”, Paul falou que era uma homenagem ao seu “parça”, John Lennon. Em seguida, “Lady Madonna” trouxe ao cenário imagens e vídeos de mulheres importantes e relevantes para a história.

Lennon também aparece em destaque na canção “I’ve Got a Feeling”. Com um vídeo restaurdo de John, Paul faz um dueto póstumo e afirmou que era bom cantar com seu amigo novamente.

Outro momento memorável foi a lembrança e dedicatória a George Harrison, o qual Paul o chamou de “meu mano”. O cantor tocou com um ukulele a canção composta por George, “Something” e fez com que as lágrimas rolassem pelo Allianz Parque.

Mas este não foi o único momento em que os fãs tiveram que controlar sua emoções. “Let it be” trouxe a nostalgia e encanto e, todos cantaram em coro o refrão.

Um dos ápices da noite foi quando Paul cantou “Hey Jude”. Não havia uma única pessoa no local que não se emocionasse e não cantasse o “Na na na na” com a voz embargada por poder vivenciar essa experiência única de assistir um dos gênios da música.

Claro que sucessos como “Helter Skelter”, “Band on the Run”, “Ob-La-Di, Ob-La-Da” e “Live and Let Die” se fizeram presentes. Foi uma noite realmente inesquecível.

É impossível mensurar o tamanho do privilégio que é poder ver mais de 60 anos de história da música passar ali na sua frente. É impossível mensurar o tamanho da importância da genialidade de Paul McCartney para a história, não somente do cenário musical, mas também mundial. É impossível mensurar por que, o que é indescritível, também é imensurável.

Obrigada, Paul!

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